E como uma tempestade, com um furação que aparece de repente, destrói tudo e desaparece minutos depois a minha irritação anterior foi-se.
Deixou de existir, morreu, desapareceu, evaporou-se... até quando ninguém sabe, nem eu mas por agora já não está aqui.
Como um copo que chega ao seu limite e transborda, às vezes é preciso esvazia-lo e começar de novo, com outros olhos, com outro espírito.
Ai tanto para fazer, tão pouca vontade para tal...
Hoje é 6ª feira, amanha é dia de descanso, de repouso ou será? A ver vamos :)
Até um dia...
sexta-feira, 2 de março de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Estou irritada...
Não sei porque, simplesmente estou irritada, muito irritada.
Estão a ver aqueles dias em que só apetece gritar para ver se a irritação passa? Aqueles dias em que tens medo de falar de mais, de dizer coisas que não deves? E ainda aqueles dias em que o melhor é ficar calada, não falar com ninguém, tentar acalmar os ânimos e ver se a irritação passa?
Pois estou assim desde ontem depois do almoço, não me perguntem porque. Simplesmente me sinto cheia, mais uma gota e o copo transborda. Sinto-me prestes a explodir e não quero atingir ninguém.
Não sei se são nervos, se preocupações, se stresses acumulados ou outras questões existenciais que as vezes me dão. Sei que não sou boa companhia nos dias que correm.
Por essa razão consigo magoar as pessoas sem querer, ou porque falo de mais ou porque falo de menos.
Mas acreditem, nestes dias é melhor não me dizerem nada, é melhor isolar-me e deixar a coisa passar.
Ontem só queria estar sossegada, sem falar com ninguém, por essa razão não atendi chamadas nenhumas, não respondi a quase mensagens nenhumas e até desliguei o telemóvel. Não gosto de descarregar em ninguém e tenho a certeza que o iria fazer de tal maneira que seria ainda pior que o meu silêncio.
Por isso desculpem mas ainda preciso de tempo.
Estão a ver aqueles dias em que só apetece gritar para ver se a irritação passa? Aqueles dias em que tens medo de falar de mais, de dizer coisas que não deves? E ainda aqueles dias em que o melhor é ficar calada, não falar com ninguém, tentar acalmar os ânimos e ver se a irritação passa?
Pois estou assim desde ontem depois do almoço, não me perguntem porque. Simplesmente me sinto cheia, mais uma gota e o copo transborda. Sinto-me prestes a explodir e não quero atingir ninguém.
Não sei se são nervos, se preocupações, se stresses acumulados ou outras questões existenciais que as vezes me dão. Sei que não sou boa companhia nos dias que correm.
Por essa razão consigo magoar as pessoas sem querer, ou porque falo de mais ou porque falo de menos.
Mas acreditem, nestes dias é melhor não me dizerem nada, é melhor isolar-me e deixar a coisa passar.
Ontem só queria estar sossegada, sem falar com ninguém, por essa razão não atendi chamadas nenhumas, não respondi a quase mensagens nenhumas e até desliguei o telemóvel. Não gosto de descarregar em ninguém e tenho a certeza que o iria fazer de tal maneira que seria ainda pior que o meu silêncio.
Por isso desculpem mas ainda preciso de tempo.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Sinto uma profunda solidão
Hoje estou assim, vitima de uma sensação de abandono imensa.
Sinto que tudo e todos me abandonaram, que nada tenho na minha vida a não ser esta solidão e uma rotina que temo manter.
Porque a mantenho?
Porque faço estes sacrifícios?
Porque me deito todos os dias às 22h00 e me levanto todos os dias ás 5h30 para ir ao ginásio?
Chamam-me "doida", dizem "não acredito que fazes isso", alguns elogiam a minha força de vontade, esta disciplina que aplico todos os dias. Outros dizem-me que não tenho vida social, que não saio e convivo com eles.
Para todos tenho resposta, seja o "não sou nada, é apenas hábito" ou o "Se não vou de manhã já não meto lá os pés e tenho de ir, passo muito tempo sentada durante o dia". Para este últimos, têm razão em parte do que dizem, realmente não saio muito durante a semana e deito-me muito cedo comparativamente mas sejamos sinceros, mesmo que me deixa-se mais tarde não iria sair durante a semana. Quanto muito ir ao cinema, coisa que faço na mesma hoje em dia, e não mais que isso.
Não percebo a necessidade de todos te dizerem como deves viver, o que deves fazer, onde ir e quando ir. Todos temos as nossas vidas, as nossas rotinas, os nossos gostos. Porque me recriminam por ter os meus? Porque me atiram à cara que eu não avisei que ia ao ginásio de manhã? Já o faço a mais de um ano, sempre disse isso.
Mas são águas passadas, são daquelas conversas que ficam na memoria, escondidas num recanto da mente e de repente aparecem nem sabemos porque.
Temos um habito no trabalho, lançar cartas de tarot. Não o queria fazer por duas razões: não gosto de falar de mim e não gosto que saibam mais sobre mim do que eu digo. Mas concordei, foram lançadas e elas ficaram a conhecer coisas que eu não queria contar.
Decisões! É o que rege a minha vida, decisões sobre tudo e nada, sobre ir ou vir, sobre ficar ou partir. Tudo nas leituras aponta para insegurança, não acreditar em mim, demasiadas preocupações e decisões a tomar.
Não deixa de ser verdade, tenho tudo isso e muito mais. Tenho preguiça, tenho falta de vontade, tenho um medo terrível de arriscar, de viver, de ... de tudo. Posso não os mostrar mas tenho medo, muito medo de falhar, de não conseguir, de sofrer... Todos temos certo?
E isto leva-nos ao titulo deste texto, "Sinto uma profunda solidão". Sinto uma dor no coração, uma sensação de abandono, de estar sozinha no mundo, sem ninguém e isso não é verdade, tenho a minha família, tenho os meus amigos mas não deixo de me sentir assim: sozinha, abandonada, deixada de parte, desligada de tudo...
Conhecem algo do género "como é possível estar rodeada de gente e sentir-me tão sozinha?"
É o meu dia-a-dia...
Sinto que tudo e todos me abandonaram, que nada tenho na minha vida a não ser esta solidão e uma rotina que temo manter.
Porque a mantenho?
Porque faço estes sacrifícios?
Porque me deito todos os dias às 22h00 e me levanto todos os dias ás 5h30 para ir ao ginásio?
Chamam-me "doida", dizem "não acredito que fazes isso", alguns elogiam a minha força de vontade, esta disciplina que aplico todos os dias. Outros dizem-me que não tenho vida social, que não saio e convivo com eles.
Para todos tenho resposta, seja o "não sou nada, é apenas hábito" ou o "Se não vou de manhã já não meto lá os pés e tenho de ir, passo muito tempo sentada durante o dia". Para este últimos, têm razão em parte do que dizem, realmente não saio muito durante a semana e deito-me muito cedo comparativamente mas sejamos sinceros, mesmo que me deixa-se mais tarde não iria sair durante a semana. Quanto muito ir ao cinema, coisa que faço na mesma hoje em dia, e não mais que isso.
Não percebo a necessidade de todos te dizerem como deves viver, o que deves fazer, onde ir e quando ir. Todos temos as nossas vidas, as nossas rotinas, os nossos gostos. Porque me recriminam por ter os meus? Porque me atiram à cara que eu não avisei que ia ao ginásio de manhã? Já o faço a mais de um ano, sempre disse isso.
Mas são águas passadas, são daquelas conversas que ficam na memoria, escondidas num recanto da mente e de repente aparecem nem sabemos porque.
Temos um habito no trabalho, lançar cartas de tarot. Não o queria fazer por duas razões: não gosto de falar de mim e não gosto que saibam mais sobre mim do que eu digo. Mas concordei, foram lançadas e elas ficaram a conhecer coisas que eu não queria contar.
Decisões! É o que rege a minha vida, decisões sobre tudo e nada, sobre ir ou vir, sobre ficar ou partir. Tudo nas leituras aponta para insegurança, não acreditar em mim, demasiadas preocupações e decisões a tomar.
Não deixa de ser verdade, tenho tudo isso e muito mais. Tenho preguiça, tenho falta de vontade, tenho um medo terrível de arriscar, de viver, de ... de tudo. Posso não os mostrar mas tenho medo, muito medo de falhar, de não conseguir, de sofrer... Todos temos certo?
E isto leva-nos ao titulo deste texto, "Sinto uma profunda solidão". Sinto uma dor no coração, uma sensação de abandono, de estar sozinha no mundo, sem ninguém e isso não é verdade, tenho a minha família, tenho os meus amigos mas não deixo de me sentir assim: sozinha, abandonada, deixada de parte, desligada de tudo...
Conhecem algo do género "como é possível estar rodeada de gente e sentir-me tão sozinha?"
É o meu dia-a-dia...
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